6 de ago de 2014

PROCESSO CIVILIZATÓRIO









Trecho 1
            “A pele deles são parda e um pouco avermelhada. Têm  rostos e narizes bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem se preocupam em cobrir ou deixar de cobrir suas vergonhas mais do se que preocupariam em mostrar o rosto. E a esse respeito são bastante inocentes. Ambos traziam o lábio inferior furado e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma mão travessa, e da grossura de um fuso de algodão, fino na ponta como um furador[...] Pedro Vaz Caminha  - Carta ao Rei de Portugal” [ler para os alunos.]
Já se perguntaram qual seria o critério para diferenciar aqueles que são civilizados, para aqueles que são considerados bárbaros?
Durante toda a história da humanidade o homem divide aqueles que não praticam os seus costumes e suas crenças de bárbaros e em oposição ao conceito de bárbaro temos o conceito de civilizado. O que significa ser civilizado? O que significa ser um bárbaro. Para entendermos estas questões recorreremos a dois autores: Nobert Elias com seu Tratado O processo civilizatório  e o brasileiro Darcy Ribeiro em sua obra Processo civilizatório.

As duas obras percorrem a história para encontrar na literatura e nos costumes relatados como cada sociedade, em diferentes épocas, classificou aquilo que era considerado civilizado. Embora cada civilização trouxesse diferentes modos de viver, o conceito de civilizado pode ser designado como os costumes de seu tempo, de seu povo e de sua terra. Por contradição, tudo que for contrário a isso é considerado bárbaro.
Individualmente falando, o homem civilizado seria o individuo que domina os aspectos relacionados à educação e ao bem viver em sociedade.Assim este indivíduo seria aquele que domina  os costumes, do modo a se portar à mesa, em relação às funções corporais, tais como espirrar, tossir, escarrar, arrotar e expelir gases, até o comportamento no quarto de dormir e o controle da agressividade.
A história das boas maneiras  está diretamente relacionada às regras de comportamento social. Essa história refere-se não apenas a questão da etiqueta, mas também diz respeito à moral, à ética, ao valor interno dos indivíduos e aos aspectos externos que se revelam nas suas relações com os outros. Todas as sociedades, ao longo da história, criaram normas e princípios com a finalidade de orientar as relações entre grupos e pessoas. Apesar de nem sempre procederem do Estado, alguns desses princípiss inpunham regras que se não fossem seguidas, implicariam em penalidades, que iam da desaprovação à exclusão daqueles que não  a respeitassem.

Principais instituições que contribuem para o processo civilizatório: família, escola, religião, Estado, polícia. Todas elas a serviço do poder hegemônico econômico e por conseqüência  ideológico.

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