1 de mar de 2014

CONSUMO CONSCIENTE



É muito impressionante como nossa sociedade chegou a um ponto onde o esforço necessário  para extrair óleo do chão, enviá-lo a uma refinaria, transformá-lo em plastico, modelá-lo apropriadamente, transportá-lo para uma loja, comprá-lo e trazer isso para sua casa é considerado mais fácil do que lavar uma colher depois de usá-la.


Esse é um exemplo de como o consumo desenfreado tem mudado nossas vidas. Não somente isso, o consumo de forma desenfreada possui a característica de consumir os recursos da natureza, tornando a vida por essas bandas cada vez mais difícil. 

Imaginar a vida do homem sem o consumo é difícil, pois a nossa sobrevivência, até em escala mais básica, depende do consumo dos recursos que nos rodeiam: água, alimento, materiais para nos aquecermos, recursos para fazer roupas, calçados, combustível para fazermos funcionar nossos veículos etc.

A vida no século XXI extrapolou essas necessidades básicas do consumo e gerou uma filosofia de vida baseada no consumo pelo consumo. Há pessoas defendendo que este tipo de comportamento fora induzido em nossos modos de vida por uma necessidade de manutenção do mercado. Será que realmente precisamos de trocar de celular a cada 6 meses (a Apple manda um abraço), será que precisamos trocar de carros todos os anos (as montadoras mandam um abraço)? Este estilo de vida gerou um consumismo predatório, que favorece alguns poucos com lucros e desgasta a vida e o ambiente de muitos.

O consumo consciente visa moderar o consumo e fazer refletir sobre as reais necessidades que temos. Desse modo, preservando o meio ambiente e melhorando gradativamente a qualidade de vida. O consumo consciente, então, orienta escolhas e ações para diminuir o impacto  e preservar a vida (em todos os sentidos).

Tendo isso em mente, dois documentários apresentam de forma mais elaborada a questão do consumo desenfreado e como a nossa cultura virou uma cultura de consumo. O primeiro é  o " A história das coisas", o outro é " O século do ego", este último é divido em 4 partes e a segunda parte aborda bem a engenharia da construção de uma cultura do consumo.







E há também uma música da banda Rage Against the Machine que aborda esse tema de forma poética:



Há outras questões que podem ser abordadas sobre o assunto. Mas o propósito aqui é só introduzir o tema.





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