10 de dez de 2013

GERAÇÃO "NEM, NEM" E O MELHOR RESULTADO NO PISA DO PAÍS. CONTRADIÇÃO?





Na semana passada duas notícias chamaram atenção dos educadores sérios do solo capixaba.
Uma delas é a constatação do IBGE que cerca de 24% dos jovens estão fazendo "nada"(do ponto de vista mercadológico da vida).
Outra notícia foi a de que o Espírito Santo foi o estado brasileiro que teve os melhores índices no Pisa.

Primeiramente, parabéns aos professores e alunos que atingiram este índice.

O Estado do Espírito Santo certamente irá se aproveitar muito da segunda notícia e irá ignorar o fato que cerca de 24% dos capixabas de idade escolar estão fora da sala de aula. Há algo estranho aí, considerando que o Brasil apresenta  baixa taxa de emprego, um quarto (praticamente) dos jovens estão na rua. Provavelmente boas coisas eles não estão fazendo.

Embora seja um rede de ensino que tenha "bons" resultados, não é uma rede que atraía 100% de seu público. Obviamente que há muitos fatores que influenciam a ida e permanência dos alunos em escolas. Às vezes, a vida não permite que se empenhem aos estudos. O problema é que o ensino médio é parte do círculo básico de formação dos cidadãos. Hoje, a maioria dos cargos mo mercado de trabalho exige o diploma de ensino médio.

Enquanto isso, o governo faz propagandas de grandes investimentos em segurança, principalmente depois das manifestações de junho e pouco em educação. Para se ter uma ideia, em período de um ano (2012-2013) houve dois concursos para a polícia militar e um concurso para professores da rede estadual. "Mas tem concurso de designação temporária." Agora a pergunta, será que um contrato de um ano motivará um compromisso profissional? Prioridades são prioridades e esses fenômenos já indicam muita coisa sobre a política do governo estadual.

Há três elementos aí: "bom desempenho" em uma prova de avaliação internacional, 24% dos jovens fora da escola e um massivo investimento em segurança. Se os especialistas em educação estão certos, a consequência de uma educação sólida é a diminuição dos índices de violência, como acontece na Holanda, cujo o modelo de educação é invejável. Porém, isso não acontece por aqui. Duas hipóteses: 1. veremos as consequências boas disso no futuro, ou 2. a educação capixaba é ruim, mesmo atingindo "bons" resultados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Não me deixe pensar que sou o dono da verdade. A conversa continua nos comentários